A Enciclopédia Barsa incluirá em sua edição 2002, verbete sobre a maior tradição do carnaval de Oliveira, o Cai-n’água, que será também incluído do CD-Rom da segunda maior empresa editorial do mundo. A Barsa tem circulação em todos os países de língua portuguesa. O verbete foi produzido pelo jornalista e escritor Oliveirense Márcio Almeida, criador da Comissão Pró-Cai-n’Água Centenário de Oliveira, também contratado pela Barsa para verbetar outras referências culturais e do folclore brasileiro.A informação foi passada ao jornalista pelo presidente da Comissão Mineira de Folclore, Francisco Moura, de cuja entidade Márcio Almeida é membro efetivo.
Em declaração ao COMÉRCIO & CULTURA, Márcio Almeida informou que o verbete, publicado como matéria jornalística na Gazeta de Minas e reproduzido na edição nº 21 da Revista da Comissão Mineira de Folclore “é um registro do Cai-n’água desde sua origem na Antigüidade Clássica. “Àquela época, disse Márcio, a máscara era usada nos festins dionisíacos, e chegou, com a história, ao Brasil através de dois importantes eventos barrocos - o Triunfo Eucarístico, em 1733, realizado em Ouro Preto, e o Áureo Trono Episcopal, em Mariana, 1748.” O Cai-n’água, acrescentou o pesquisador, tem origem religiosa: sua indumentária lembra o encapuzado das procissões da Semana Santa em Sevilha, Espanha, que perdura desde a Idade Média naquele país. O escritor Graciliano Ramos faz referência ao “papangu” em sua obra, e, tudo indica, é o nosso Cai-n’água.
“O Cai-n’água, agora, disse ainda Márcio Almeida, é cidadão do mundo em pleno anonimato de sua entidade.”
* Texto publicado no jornal "Espaço Cult" em 16/12/2001.