A vigilância epidemiológica
de Santa Catarina já confirmou 19 casos da doença. Três pessoas de uma
mesma família morreram.
“Todos os pacientes que a
gente acompanhou tiveram miocardite, inflamação do coração com
derramamento de líquido no pericárdio, um quadro bastante grave”,
disse o infectologista Antonio Miranda.
Outras seis pessoas podem
ter sido contaminadas e estão esperando o resultado dos exames.
Este fim de semana a vigilância
epidemiológica determinou o fechamento de todos os pontos de venda de
caldo de cana em Santa Catarina. O alerta vale para todo o país. Quem
esteve no litoral norte do estado e tomou caldo de cana, a partir de 1º
de fevereiro, deve fazer um exame de sangue.
A Doença de Chagas é
transmitida, normalmente, através da picada de um inseto conhecido como
barbeiro, ele hospeda o parasita chamado tripanossoma cruzi. Mas em Santa
Catarina o surto foi provocado por ingestäo.
“Está caracterizado que
a transmissäo é ingestäo oral através de caldo de cana, ou com fezes
deste barbeiro com o tripanossoma já infectado, ou até não se descarta
a possibilidade de quando da moagem da cana tenha acontecido a moagem do
inseto”, disse Luiz Antonio Silva, diretor da Vigilância Epidemiológica
de Santa Catarina.
A Vigilância Sanitária e
a Secretaria da Agricultura vão fazer um rastreamento da cana usada nos
quiosques que vendiam o caldo. O objetivo é descobrir se a cana vem de
outros estados já contaminados ou se o inseto está se reproduzindo em
Santa Catarina.
O Ministério da Saúde já
alertou as secretarias de todos os estados brasileiros sobre o surto da
Doença de Chagas em Santa Catarina.
O risco é maior para quem
passou pelas seguintes cidades: Itapoá, Garuva, Joinville, Araquari, São
Francisco do Sul, Balneário Barra do Sul, Barra Velha, Piçarras, Penha,
Navegantes, Itajaí, Balneário Camboriú, Camboriú e Itapema.